quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dar o bom exemplo

Volto a repetir, mais uma vez, que devemos tomar os bons exemplos como exemplos pois acredito que só através da positividade conseguimos evoluir de verdade. Ninguém está acostumado aos bons exemplos. Basta ler ou assistir os jornais que você será alvo de milhares de acontecimentos negativos, más notícias, desastres, escândalos, etc. No skateboard, um exemplo que podemos seguir é o do tão falado Steve Berra que tem melhorado sua atitude a cada dia com o sucesso de seu skatepark/site/loja/magazine The Berrics. É revigorante ver que existem pessoas que se preocupam com a perpetuação do skate da maneira correta, incentivando as lojas de skate locais e a cena underground. Por mais que a realidade lá e cá seja extremamente diferente, e que eu mesmo critique veementemente a maioria da indústria do skate nacional com seus preços abusivos, acredito que ele esteja seguindo um caminho que podemos nos espelhar para mudar o que rola por aqui.
Dando uma olhada em seções que ainda não tinha reparado no Berrics, lí um texto que o próprio Berra deve ter escrito no início das atividades do site, e achei importante (re)transmitir aquilo para os que ainda não prestaram atenção no que não é rolé e para os que tem preguiça de ler, ainda mais em inglês. Ai vai:

"Um artigo do New York Times disse recentemente que o skate é uma indústria que movimenta 5 bilhões de dólares por ano. Uma notícia dessa magnitude faz com que nos perguntemos 2 coisas: como é possível tanto dinheiro ser movimentado em uma coisa que é totalmente ilegal na maioria dos lugares em que você vai? E pra onde está indo todo esse dinheiro? Posso te afirmar 2 coisas com certeza: não pro meu bolso e certamente não para a construção de locais adequados onde os skatistas possam fazer a única coisa que mantém o skateboard vivo: andar de skate.

Então como o skate tem continuado a se perpetuar? Bom, pela nossa natureza somos um grupo criativo, persistente e, de alguma maneira, sem leis. Se nós formos impedidos de andar de skate, deixaremos o local e voltaremos no meio da noite com geradores e luzes. Se tiverem colocado travas em um corrimão ou em uma borda, a gente vai lá e tira. Se tiverem rachaduras no concreto, a gente conserta. Se existe um tranco no final de um corrimão, a gente vai lá e serra ele. Isso é o que nós temos que fazer.

Há 2 anos atrás eu recebi críticas pesadas por estar construindo locais para se andar de skate. E minha posição foi sempre a seguinte: eu prefiro fazer os picos skatáveis do que não andar mais de skate. E agora não existe uma única revista ou vídeo em que eu não veja um pico que tenha sido modificado ou até completamente fabricado para melhorar a skatabilidade. Por quê? Porque o skate é ilegal em todos os lugares que você vai e as pessoas que querem vê-lo vivo fazem qualquer coisa pra mantê-lo vivo. Quando estava ficando cada vez mais difícil de se andar de skate em piscinas, o vertical foi inventado. Quando os verticais não eram acessíveis para os skatistas, eles passaram a andar nas ruas porque elas preferiram andar de skate em qualquer lugar do que parar de andar de skate. Isso se chama mudança.

As coisas mudam. Os shapes mudam, os tênis mudam, as manobras mudam, os skatistas mudam. Mudança é a manifestação do tempo e o tempo tem nos mostrado que o skate vai ficar enquanto nós, como indivíduos e como grupo, o mantivermos vivo. Embora nada perto de 5 bilhões de dólares por ano faturados com o skate tenha sido investido na construção de locais apropriados onde possamos andar, existem pessoas suficientes para continuar fazendo acontecer. Seja construindo bordas em locais distantes, ao leste do centro, como o Jason Hernandez; construindo mini rampas no quintal de casa como o Mikey Taylor; concretando pole jams no chão como o Emmanuel Guzman; ou comprando prédios e construindo skateparks dentro deles, como eu e Eric Koston; nós continuamos crescendo porque nossa vontade de andar de skate e nossa desejo de sobreviver é muito forte e a única alternativa é parar e morrer. Mas nós do The Berrics acreditamos que a vida foi feita para ser vivida, não para morrer. A morte não tem graça nenhuma. Qualquer um pode se matar."


Se amarrou? Então faça alguma coisa a mais do que acertar uns flips. Qualquer um pode fazer isso...

4 comentários:

titof. disse...

flip não pq eu so acerto heel, mas é isso ai, como se diz na XV... Nós vamos continuar a andar de skate aqui...
a sim, nós somos piratas amigo, Bebei amigos yo ho!

D_aniel disse...

é incrível a capacidade de imaginaçao de um skater, porém atitudes para tornar o imaginativo real é raro e difícil...eu não sou nenhum exemplo apesar d ter criado a maioria dos obstáculos, claro que com ajuda...aqui em magé (onde eu moro)já compramos cimento, para remendar, compensados,cantoneiras, tubos, entre outras coisas, mas algo duradouro ainda não apareceu, estamos sempre de mudaça não temos nem lugar fixo p/ estarmos desenvolvendo e evoluindo no skate...em magé são sempre as mesmas pessoas no rolé quando um falta dá aquele ar de vazio ninguem começou a andar de skate aqui há + ou - 1 ano e a maioria parou é foda e depressivo¬¬...e ainda assim eu do meu rolé nem que seja uma vez na semana...hehehe sempre sobrevivendo !!!!!

rhuan disse...

pow cara, num acerto flip nem heel.
to só começando, acerto uns ollies 180 as vezes.
na boa, digo com convicçãoq muitos leks pramde andar pq nauma cham qm ande com eles, eu queria andar com galera, mais naum ligo em andar sozinho,
meu nivél ainda é baixo, coompreendo .
mais um dia vo ser melhor.
espero ter uma galer. e locais dignos pra andar.
pq petropolis. especialmente correas, tah fodaaa.

rhuan disse...

pow, nauma certo flip's nem heel,
comecei a pouco tempo, meu nivel ainda é baixo, mas naum ligo, as vezes acerto uns 180° e fico na toda,
adoro meus rolés, ando sozinho, isso desanima, mas um dia vo ter uma galera pra andar comigo, e espero ter lugares dignos pra andar.
pq petropolis, especialmente correas, tah horrivel
abraço a todos.