quinta-feira, 17 de setembro de 2015

O ciclo dos 20 anos.

Já ouvi falar em algum lugar que a moda é cíclica e ela costuma relançar tendências que foram lançadas a cerca de 20 anos. Não faço a mínima idéia do porquê disso, mas se eu souber vou ocupar mais um espaço do meu cérebro com futilidades. 

Enfim, a 20 anos atrás no skate eu sequer tinha começado a andar, mas sei que todo mundo já estava usando fitas mini-dvs pra filmar e o formato VHS já era passado. Em 2012 eu escrevi algo do tipo (Stuart - fitas perdidas mini DV) e postei uma edição minha andando de skate onde escrevi: "Depois dá uma olhada no que algumas marcas tem feito em relação a esse efeito nostálgico, postando edições que parecem ter sido filmadas em VHS ou que usam filtros pra emular o efeito. É o caso da marca Palace: http://palaceskateboards.com/site)."

E como no Brasa as coisas americanas não chegavam tão rápido (e ainda não chegam em certos casos), quando filmávamos nós mesmos andando de skate por volta de 96 ou 97, usávamos filmadoras VHS emprestadas de alguém que não andava de skate. E posso dizer com toda a certeza da experiência que essa nostalgia que rola hoje em dia com as VHS é um pouco exagerada! A filmadora era pesada pra caralho, a fita as vezes embolava e a imagem ficava toda fodida, mofava... e, principalmente, era sinistríssimo de editar! Tinha que ter 2 vídeos cassetes e fazer uns esquemas de fiarada que eu nem me lembro como era. Dava play em um e esperava chegar na parte que você queria começar o clipe e dava rec no outro. Pausava e ia nessa. E o áudio? Essa técnica devia ser tão filha-da-puta que eu nem me lembro e nem quero me lembrar como era pra colocar uma música junto do áudio do skate.


Tudo isso é pra dizer que eu prefiro mil vezes pegar um telefone celular de hoje em dia, tacar um app que simula uma imagem tosca de VHS, e filmar skate. Acho que na real só que não teve esse perrengue analógico vai preferir comprar uma porra de uma filmadora VHS pra sair por ai filmando skate com 3 toneladas no lombo e depois capturar, editar, etc.

Pra quem é da geração X como eu, ou tem preguiça de levar o hipsterismo ao extremo, aconselho baixar esse app VHS CAM (só pra IOS): https://itunes.apple.com/us/app/vhs-camcorder/id679454835?mt=8


Dá uma olhada no resultado:




Pronto! Pra você que viu milhões de vídeos de skate em VHS, gravado da gravação da gravação da gravaçao em SLP, já dá pra se sentir voltando no tempo com aquela nostalgia sadia, sem precisar sofrer com a realidade de 20 anos atrás ou mais. Aproveita e segue nóis lá no Insta: @sem_fins

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Por que não postamos isso antes?

Porque hoje em dia a gente posta tudo no Facebook e foda-se.

A proposta é a mesma: juntar tudo que é imagem feitas de celular sem critério e postar.

Assiste ai se ainda não assististes:


quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Multiplicação Celular

Celular hoje em dia é que nem celulite: todo bundão tem. E todo bundão filma um monte de coisa escrota e faz vídeos escrotos e posta no Youtube. Ai outros bundões vão lá e ficam tentando assistir, com o player dando zica atrás de zica. Esse é um deles:

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

SoMa Picos Clássicos 2013

X-Games Street, X-Games Real Street, Street League, meu caralho a quatro de campeonatos de "street" com quarters e funboxes. Eu não sei vocês, mas eu nunca vi um quarter na rua e nem uma funbox, pelo menos não aqui no Brasa.

Enfim, a SoMa teve a idéia de fazer um campeonato de street mesmo, na rua. Sem nenhum obstáculo de madeira, sem cantoneira, só o obstáculo natural que não foi feito pra andar de skate.

Esse vai ser o primeiro de 3 partes dessa primeira etapa. Depois vai rolar na Câmara Municipal e outro no banco da pista (que não foi desenhado pra se andar de skate, então é rua).

Se liga ai na chamada e no cartaz:


http://youtu.be/enSVRXYBoLE





Mais infos na fanpage da SoMa no Facebook:
www.facebook.com/skatesoma

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Skate ainda Sem Fins Lucrativos???

O SSFL já foi muito visualizado a um tempo atrás. Época que eu tinha muito mais inspiração pra escrever e muito mais tempo também. Um dos motivos que fizeram com que minha frequência de postagens baixasse de 2 a 3 por semana pra 2 a 3 por ano foi o mais claro, angustiante, imprescindível e maquiavélico de todos: trabalho; mais trabalho.

No layout antigo do blog (muito melhor do que essa merda clean de agora), tinha uma barra lateral com umas mensagens que ficavam fixas, e em uma delas eu incentivava os leitores do blog a nunca comprarem em skateshops locais, já que os preços eram absurdos e o retorno à cena local muito pequeno, e sugeria que todos comprassem online, em sites de compras, como o ebay, por exemplo. Acho que quem acompanhava o blog vai lembrar...

Enfim, os anos passaram, eu fiquei cada vez mais envolvido com o skate, e minha visão sobre esse assunto mudou completamente. Mudou tanto que agora sou sócio-proprietário de uma skateshop. E me sinto na obrigação de comentar sobre o assunto, até porque a porra do nome do blog e da minha filosofia de vida ainda é SKATE SEM FINS LUCRATIVOS. Pode parecer hipocrisia pra caralho, e talvez seja, mas foda-se: quero falar sobre isso e acho muito importante falar sobre isso.

Com todas as marcas de fora do skate tentando ganhar um pedaço da fatia, fica cada vez mais difícil saber quem é legítimo ou não, e até a própria legitimidade é questionável. Eu vejo hoje em dia as skateshops locais como uma das principais fontes de skate de verdade numa comunidade. Em primeiro lugar, as skateshops têm contato direto com as marcas, facilitando ações locais (campeonatos, festas, reformas em uma pista, etc) e facilitando também a ponte entre a marca e o skatista. Se você busca ter um apoio pra poder biritar mais ao invés de gastar com skate, a skateshop vai ser a ligação entre você e uma marca que busca amadores pra apoiar. 

É na skateshop que um garoto novo tem contato com a cultura do skate, com as marcas, com vídeos e, talvez o mais importante, com a cena local. É lá que ele tem acesso a revistas, shapes, peças, tênis e tudo o mais que ele precisar pra sair se matando pelas ruas e é lá que ele vai conhecer outros skatistas, de outras idades, de outros bairros, que vão contribuir pra formação dele. Nos sites de compras isso nunca vai existir e se você compra em skateshops online você vai estar incentivando a cena de outro lugar, e não a da sua cidade.

Sobre os preços: os sites de compras online não vendem mais barato porque eles são bonzinhos e querem que você se divirta mais andando de skate. Em primeiro lugar, a maioria desses sites pertence a grupos que investiram grandes quantias de dinheiro para começar o negócio. Eles compram quantidades gigantes de produtos e com isso conseguem descontos na compra, fazendo com que os preços possam baixar. Além disso, eles dão condições de compra super atrativos, porque as taxas que eles pagam aos cartões de crédito é, por incrível que pareça, menor do que as que os comércios locais pequenos pagam. Eles conseguem negociar essas taxas com os bancos e operadoras de cartões por terem muito mais dinheiro investido neles, e uma movimentação bancária muito maior.

Tudo o que uma loja de skate vende (ou pelo menos a grande maioria) é comprada em distribuidoras das marcas. O preço que você paga em sua peça é o preço de produção do produto mais o lucro da marca, mais o preço do frete até o distribuidor, mais o lucro do distribuidor, mais o frete até a loja, mais o lucro da loja (usado pra pagar contas de luz, telefone, papel higiênico, gastos com campeonatos, investimentos em skatistas apoiados, etc).  E nesse bolo ainda entram os impostos, que chegam a praticamente metade do preço do que você paga. E ainda assim as skateshops não podem colocar uma margem de lucro muito grande nos produtos, para não perderem clientes para os sites de compra.

Ou seja, mesmo gastando mais para manter uma loja aberta do que um site no ar, uma skateshop lucra menos do que um empresário sócio de um desses sites de compras, que muito provavelmente achava skate muito escroto e sem nenhuma importância a alguns anos atrás. O dinheiro que você está dando pra ele ao comprar no site não está voltando pro skate; está provavelmente indo pros gastos pessoais dele, ou em investimentos em outras atividades lucrativas, ou em sei lá o quê. O que importa é que vai ser bem improvável que você veja um campeonato da Netshoes em Petrópolis, ou o Ebay patrocinando um skatista da cidade.

Se você acha que eu escrevo isso porque eu quero defender o meu peixe, você não deixa de estar certo.  Desejo de todo o coração e alma que minha loja cresça e se desenvolva, pra que eu possa viver melhor e pra que eu possa melhorar o skate de uma maneira geral. Quero poder retribuir tudo o que eu aprendi com o skate. Mas acima de tudo, eu sempre vou andar de skate mané. Não importa se vou ter dinheiro ou não, se vou andar numa rua toda fodida ou numa skateplaza foda. Então, de uma maneira geral, meu Skate continua Sem Fins Lucrativos. Mas se eu puder alguma vez na vida andar de skate num pico do caralho aqui em Petrópolis, vai ser bem melhor...